Câmara sediará evento sobre diabetes

Vereador Cezar Leite vai presidir encontro para discutir prevenção e tratamento da doença

A Câmara Municipal de Salvador sediará um encontro focado na prevenção e no tratamento do diabetes. Com o tema “Monitorando o Diabetes e Evitando Complicações”, o evento acontecerá na próxima segunda-feira (22), a partir das 9h, no auditório Bahia Center, localizado no anexo da Câmara. A iniciativa é do vereador Cezar Leite (PL), médico e membro da Comissão de Saúde da Casa Legislativa.

“A diabetes é uma realidade silenciosa que afeta muitas famílias, não apenas em Salvador, mas em todo o Brasil. Este evento que estamos organizando é muito importante para que a população possa se informar. Aproveito o apoio da imprensa para convidar todos a participarem conosco”, afirmou o vereador.

O encontro promete ser uma oportunidade valiosa para a população, pacientes, familiares e profissionais de saúde. Os participantes terão acesso a uma exposição temática no mezanino do prédio e a uma série de palestras com especialistas renomados. Entre os confirmados estão a endocrinologista Caroline Bulcão Souza, pesquisadora e referência na área; a nutricionista Sabrina Soares, educadora em diabetes e pessoa com diabetes tipo 1; e o jornalista Tom Bueno, apresentador e fundador do portal Um Diabético.

Diabetes no Brasil

A relevância deste diálogo é reforçada pelos números alarmantes do diabetes no país. Com uma população que ultrapassa 203 milhões de pessoas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que aproximadamente 20 milhões de brasileiros vivam com a doença.

O último levantamento Vigitel, do Ministério da Saúde, indicou que a frequência do diagnóstico de diabetes foi de 10,2% no conjunto das 27 capitais pesquisadas. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) também estima que a prevalência da doença no Brasil seja de 10,5%.

O país ocupa a 6ª posição no ranking mundial de pessoas com diabetes em geral e a 3ª em casos de diabetes tipo 1. A maioria, no entanto, é de diabetes tipo 2, frequentemente associado à obesidade, à alimentação inadequada e à falta de atividade física. A doença afeta mais mulheres (11,1%) do que homens (9,1%), com prevalência crescente à medida que a idade avança e decrescente conforme aumenta o nível de escolaridade. Um dado preocupante é que cerca de 1 em cada 3 pessoas com diabetes não sabe que tem a doença – o que sugere que o número real de casos pode ser ainda maior.

Diabetes na Bahia

Em nível estadual, a Bahia também enfrenta desafios significativos. Entre 2012 e 2021, foram registrados 52.307 óbitos relacionados ao diabetes, o que corresponde a uma taxa de mortalidade de 34,9 por 100 mil habitantes. O levantamento mostra um crescimento no número de óbitos ao longo do período, com leve redução apenas entre 2014 e 2015.

Os dados apontam maior incidência de óbitos na faixa etária de 60 a 69 anos (48,2%) e entre as mulheres (55,5%), cuja taxa foi de 38 óbitos por 100 mil habitantes. Além disso, predominam entre os falecidos a etnia parda (55,2%), o estado civil casado (28,6%) e a ausência de educação formal (31,2%). A maioria das mortes ocorreu em ambiente hospitalar (63,9%).