Cirurgia com acordada retira tumor cerebral e paciente se recupera sem sequelas

Há menos de um ano, a jovem Íris Braga, estudante de Direito da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), foi submetida a uma complexa microcirurgia cerebral acordada para retirada de um tumor no lobo frontal esquerdo. O procedimento foi realizado pelos neurocirurgiões Dra. Camila Moura e Dr. Douglas Travassos, especialistas em casos de alta complexidade.

O desafio era duplo: além do risco natural de uma cirurgia cerebral, o tumor comprometia uma área eloquente do cérebro, responsável por funções como a fala e os movimentos, e ainda estava associado a edema cerebral. Para garantir a segurança da paciente, a equipe optou pela técnica de cirurgia acordada, em que Íris permaneceu consciente durante todo o procedimento.

Em um dos momentos mais marcantes da operação, os médicos fizeram perguntas relacionadas ao curso de Direito, que Íris já cursava na época. Suas respostas rápidas e corretas confirmavam a preservação das funções cognitivas, permitindo que os cirurgiões avançassem com confiança na retirada do tumor.

O resultado foi considerado exemplar: a cirurgia foi bem-sucedida e, em menos de um ano, Íris encontra-se plenamente recuperada e sem sequelas. Hoje, ela segue firme em sua trajetória acadêmica, cursando Direito e já realizando estágio na área jurídica, dando continuidade ao futuro que sempre sonhou construir.

Casos como o de Íris Braga demonstram o impacto da neurocirurgia de alta complexidade e ressaltam a importância da união entre conhecimento técnico, tecnologia e humanidade no cuidado ao paciente. Mais do que devolver a saúde, a medicina pode devolver sonhos, perspectivas e projetos de vida.

Fotos: Bruna Couto