Paulo Azi defende Canal do Sertão e cobra solução estrutural para a seca no semiárido

O deputado federal Paulo Azi voltou a defender a criação do chamado Canal do Sertão Baiano como alternativa estruturante para enfrentar os efeitos da seca no interior do estado. Segundo o parlamentar, a Bahia precisa ser incluída de forma efetiva nos benefícios da transposição do Rio São Francisco.

Azi afirmou que, quando o projeto da transposição foi concebido, havia o compromisso de que a Bahia também seria contemplada com um braço da obra. A proposta, segundo ele, prevê levar água até a bacia do Rio Jacuípe, com possibilidade de integração futura às bacias do Paraguaçu e do Itapicuru, o que ajudaria a perenizar rios e garantir segurança hídrica permanente.

“O Rio São Francisco hoje abastece outros estados do Nordeste. O que defendemos é que os baianos também possam ter acesso a esse benefício. Isso resolveria definitivamente os problemas de abastecimento humano e de água para produção”, declarou.

De acordo com o deputado, a região possui forte vocação agrícola e potencial para se consolidar como um dos principais polos produtores de alimentos da Bahia, mas esbarra na falta do insumo essencial.

“Essa é uma região que é uma dádiva de Deus, com todas as potencialidades para se tornar um celeiro na produção de alimentos. Mas falta o principal, que é a água”, pontuou.

As declarações foram feitas durante o evento SOS Bahia, realizado em Irecê, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir os impactos da estiagem no semiárido.

Na ocasião, Paulo Azi também criticou os governos do PT na Bahia, que estão há duas décadas à frente do estado. Para ele, faltou prioridade para obras estruturantes que garantissem sustentabilidade e geração de riqueza.

“Estamos há 20 anos sob governos do PT e não vimos esse compromisso sair do papel. Precisamos de um novo modelo administrativo que enfrente verdadeiramente os problemas do nosso estado”, afirmou.

Segundo o deputado, a seca continua sendo um dos principais desafios da região de Irecê e de todo o semiárido baiano, exigindo medidas permanentes e não apenas ações emergenciais.