A vereadora destaca que as conquistas do sexo feminino devem ser celebradas no Dia Internacional da Mulher (dia 8)
No próximo domingo, dia 8, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. E a vereadora Ireuda Silva (Republicanos) destaca os avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, mas fez um alerta sobre os desafios que ainda persistem, especialmente no enfrentamento à violência de gênero no país.
Dados recentes divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios dos últimos dez anos. Ao todo, 1.568 mulheres foram assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram contabilizados 1.492 casos.
A série histórica, iniciada em 2015 – ano em que o feminicídio passou a ser tipificado no Código Penal brasileiro – revela uma trajetória preocupante. Naquele ano, foram registrados 449 casos. Em 2016, o número praticamente dobrou, chegando a 929 vítimas. Desde então, os dados seguem em crescimento: 1.075 casos em 2017, 1.229 em 2018, 1.330 em 2019 e 1.354 em 2020.
Para a parlamentar, o crescimento dos casos de feminicídio demonstra que a violência de gênero continua sendo uma das expressões mais graves das desigualdades estruturais presentes na sociedade brasileira.
“Esses números são profundamente alarmantes. Cada feminicídio representa uma vida interrompida e uma família destruída. Quando vemos que o país registra o maior número de assassinatos de mulheres da última década, fica evidente que precisamos avançar muito mais na prevenção, proteção e responsabilização dos agressores”, declarou.
Ireuda destacou que, embora o Brasil possua marcos legais importantes – como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio –, ainda há desafios na aplicação efetiva dessas normas e na ampliação da rede de proteção às vítimas. Segundo ela, o combate à violência contra a mulher exige políticas públicas articuladas entre diferentes esferas de governo, além de investimento contínuo em prevenção e acolhimento.
A vereadora também destacou iniciativas desenvolvidas em Salvador que reforçam a rede de proteção às mulheres, como a Patrulha Guardiã Maria da Penha, voltada ao acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas contra seus agressores.
“O Dia Internacional da Mulher é uma data de luta, de memória e de compromisso com o futuro. Precisamos transformar indignação em ação concreta para que nenhuma mulher perca a vida por causa da violência de gênero e para que possamos construir uma sociedade mais justa e igualitária”, concluiu.

