Com sucesso de público, Index 2026 encerra sua segunda edição em Salvador

Evento consolidou-se como vitrine para pequenas e médias empresas e indústrias, que corresponderam a 60% dos expositores desta edição

A edição 2026 do Index chegou ao fim na tarde desta sexta-feira (8), no Centro de Convenções Salvador. Durante três dias de programação intensa, o evento contou com atividades técnicas com discussões sobre inteligência artificial, inovação, transformação digital, ESG, transição energética, pessoas, carreiras e desenvolvimento produtivo em painéis simultâneos, Feira da Empregabilidade, rodadas de negócios, missões empresariais, desfiles de moda autoral, apresentações musicais na Varanda do Sesi, dentre outras atividades. 

Com a participação de quase 400 expositores – com 60% de micro e pequenas empresas e indústrias do estado, 40 segmentos representados entre alimentos e bebidas, vestuário, cosméticos e sindicatos da indústria, mais de 800 compradores e mais de 500 participantes em missões empresariais de 9 regiões do estado, o Index mostrou porque é considerado o maior evento da indústria do Nordeste.

O último dia do evento discutiu sustentabilidade e inovação aplicada à indústria na palestra “Circularidade plástica como estratégia de crescimento e regeneração”, na Arena Conecte+. O encontro reuniu representantes da indústria, da pesquisa acadêmica e de iniciativas voltadas à economia circular para discutir caminhos capazes de ampliar o reaproveitamento de resíduos plásticos e fortalecer modelos produtivos mais sustentáveis. Participaram do painel, o presidente executivo da Abiplast, Paulo Teixeira; o pesquisador líder na área de Meio Ambiente da Universidade Senai Cimatec, Luiggi Cavalcanti; a doutora e professora da Ufba, Andrea Ventura; e a gerente institucional da Braskem, Magnólia Borges. A mediação foi conduzida pela fundadora da Solos e presidente da Abelore, Saville Alves. 

Outra atração desta sexta-feira (8) foi o painel “Da cultura à inovação: como a economia criativa impulsiona o desenvolvimento sustentável”, que reuniu o público em torno da discussão sobre o papel da criatividade no desenvolvimento da indústria. O encontro recebeu o publicitário especialista em entretenimento e mídia, Pedro Tourinho; a diretora de desenvolvimento da economia criativa do Ministério da Cultura (MINC), Andrea Guimarães; a cantora e atriz, Larissa Luz, e o maestro regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), Carlos Prazeres.

Na Bahia, estado conhecido por sua riqueza cultural e diversidade artística, a temática desponta como exemplo de território onde cultura e inovação caminham lado a lado. Nesse contexto, a economia criativa aparece nas agendas econômicas como ferramenta essencial para a geração de renda, fortalecimento da identidade cultural, inclusão social e desenvolvimento sustentável.

A potência criativa da Bahia e a valorização do fazer artesanal também ganharam espaço no evento com o painel “A Moda Autoral e Artesanato da Bahia para o Mundo”. O encontro reuniu estilistas, designers e representantes das marcas baianas Thereza Priori, Negrif, Mãos de Mãe, Axômi e Yamê, além da artesã e designer de acessórios Janaina Rodrigues, em uma conversa sobre identidade, tradição, sustentabilidade e oportunidades de mercado para a moda autoral produzida no estado. A mediação foi conduzida pela pesquisadora de moda Phaedra Brasil, que destacou a importância de fortalecer iniciativas ligadas à economia criativa, moda e ao artesanato baiano.

60% dos expositores são micro e pequenas empresas e indústrias

As micro e pequenas empresas e indústrias foram protagonistas no Index 2026 e ajudaram a traduzir a força da economia baiana em inovação, criatividade e geração de oportunidades. Nesta edição, 60% dos expositores do maior evento da indústria do Nordeste pertencem ao segmento de micro e pequenas empresas (MPEs), sendo 35% de Salvador e 65% do interior do estado, evidenciando a diversidade de produtos, serviços e soluções apresentadas ao público. Da moda autoral à tecnologia, passando pelo artesanato, alimentação, sustentabilidade, indústria e economia criativa, os pequenos negócios ocuparam espaço estratégico na programação e mostraram como o empreendedorismo regional tem movimentado diferentes cadeias produtivas do estado.

A relevância das MPEs no Index acompanha o peso econômico do segmento na Bahia e no Brasil. Dados mais recentes do Sebrae Bahia apontam que o estado possui mais de 1,2 milhão de pequenos negócios ativos, responsáveis por 98% das empresas baianas, cerca de 60% dos empregos formais e 31,5% do PIB estadual. Somente no primeiro semestre de 2025, os pequenos negócios responderam por 56% do saldo de empregos gerados na Bahia, consolidando o setor como um dos principais motores da economia regional. Em âmbito nacional, os pequenos negócios já representam 26,5% do PIB brasileiro e somam mais de 23 milhões de empreendimentos ativos no país, segundo dados do DataSebrae. 

Já no painel “Período de Transição da Reforma Tributária: pontos de atenção para empresas do regime regular e do Simples Nacional”, realizado na Arena Conecte+, apresentado pelo diretor adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, debateu as principais mudanças trazidas pela Reforma Tributária, bem como os desafios do processo de transição. Participaram ainda, como debatedores, a advogada tributarista, Josiane Minardi e a sócia da Contasso Serviços Contábeis S/S, Leila Barreto. 

Capelinha e baianidade

A história de relançamento e trajetória de expansão e fortalecimento da marca baiana Capelinha também foi um destaque na programação do último dia do Index 2026. A palestra foi conduzida pelo CEO da empresa, Fábio Costa, que compartilhou estratégias, desafios e experiências responsáveis pelo crescimento da marca e pela consolidação do negócio no mercado regional. Durante a apresentação, o gestor destacou o processo de relançamento e reposicionamento da marca, reforçando a importância da identidade como diferencial competitivo. A marca mantém a tradição e segue a mesma receita dos picolés desde a fundação da Capelinha, pelo Sr. Antônio Mota, inclusive, até hoje conta com colaboradores desta época. “Isso é preservar a identidade. Mas, para além disso, a gente ampliou a visão de mercado e inovamos com produtos que o nosso consumidor estava pedindo. Lançamos os picolés zero adição de açúcar e com casquinha de chocolate, novos sabores e também os sorvetes”, pontuou. 

A baianidade sempre esteve muito forte na comunicação dos tradicionais picolés e a nova gestão fez questão de manter. “Quando criamos os picolés tipo eskimó, pensamos em chamá-los de picolés com casquinha de chocolate para dialogar diretamente com baianos”, frisou. Atualmente, esses produtos representam o terceiro maior faturamento da empresa.

O Index 2026 reforçou seu papel estratégico de promover oportunidades de conexões e decisões, reunindo executivos, investidores, gestores públicos, profissionais e a sociedade.

Sobre o Index 

Realizado pela FIEB e pelo SEBRAE, o Index é o maior encontro industrial do Nordeste, consolidando-se como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e conexões entre os principais players do setor produtivo. Em sua segunda edição, o evento reúne indústrias, distribuidores, fornecedores, especialistas e lideranças empresariais em uma experiência que integra inovação, conteúdo e networking, apresentando tendências, tecnologias e soluções que fortalecem o setor industrial e impactam no desenvolvimento econômico da Bahia. Em sua primeira edição, realizada em 2025, o evento contou com 30 mil visitantes, mais de 300 expositores e gerou R$98 milhões em negócios. 

O Index 2026 tem produção da Bahia Eventos, e patrocínio Senai; Sesi; IEL; CNI; FINEP; Governo da Bahia; Banco do Nordeste; Prefeitura de Salvador; Prefeitura de Camaçari; Braskem; Bahiagás; BASF; Apex Brasil; Caixa; Acelen; Banco do Brasil; Bracell; Desenbahia; Neoenergia; Veracel; Moeve; Senar Bahia; TECON; CBPM; Casa dos ventos; ANIP.

A FIEB e a Casa dos Ventos firmaram compromisso para neutralizar o impacto energético da INDEX, utilizando I-RECs para certificar que todo o consumo seja proveniente de fontes renováveis.