Aladilce sugeriu instituir uma câmara técnica de resgate da linha de cuidados
O objetivo de encaminhar as demandas dos pacientes com Lúpus em Salvador às secretarias municipal e estadual de Saúde foi plenamente atendido, segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), pela audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara, que promoveu na manhã desta quinta-feira (28), em parceria com a LOBA – Lúpicos Organizados da Bahia. “Entre as principais necessidades, ficou evidente a importância de um atendimento humanizado e prioritário nos serviços públicos de saúde”, frisou.
“Precisamos resgatar também a questão da linha de cuidados, com a instituição de uma espécie de câmara técnica interinstitucional, que reúna todas as instituições e movimentos representativos do segmento”, propôs a vereadora.
As demais demandas foram enumeradas por Jacira de Souza, presidente da LOBA: redução da demora para consultas e retornos; ampliação do número de vagas para reumatologia; garantia de atendimento multidisciplinar; melhor acesso a exames laboratoriais e de imagem; e regularidade no fornecimento de medicamentos.
A mesa da audiência foi formada, ainda, por Gisélia Pinheiro, técnica vinculada à Diretoria de Atenção Especializada (DAE), representando a SESAB; a terapeuta Flora Oliveira, coordenadora da Atenção Básica da SMS; e Renata Travassos, professora e reumatologista do ambulatório da Escola Bahiana de Medicina. Participaram, também, representantes da ABRACE – Associação Baiana de pessoas Reumáticas e da AFIBS – Associação de pessoas com Fibromialgia de Salvador.
A falta de reumatologistas no sistema de saúde foi um dos pontos em comum nos pronunciamentos, o que pode ser viabilizado pela implementação de consultas online. A incidência da doença, que é autoimune, é mais acentuada em Salvador por afetar majoritariamente mulheres afrodescendentes, maioria da população local.
Segundo Aladilce, o debate foi muito produtivo e todas as reivindicações e encaminhamentos serão dirigidos aos órgãos diretamente envolvidos. “É fundamental esse trabalho da Loba, sobretudo nessa programação do Maio Roxo, porque dá visibilidade à situação dessas pessoas com Lúpus, que eram invisíveis e desacreditadas antes desse engajamento”, enfatizou.
Foto: Ângela Ramos


