Nacional do Mangalarga Marchador 2026 chega ao Parque da Gameleira em julho com expectativa de 1,6 mil animais e R$ 50 milhões em negócios

Principal exposição da raça no mundo deve reunir criadores de 18 estados; delegação baiana aposta em genética da marcha picada e batida para conquistar títulos

A 43ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador será realizada em julho de 2026, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte-MG. A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) já divulgou a agenda oficial do ano hípico 2026, colocando a Nacional como principal evento técnico, comercial e social da raça que tem mais de 700 mil animais registrados no país.

Números e expectativas para 2026

A referência é a 42ª edição, encerrada em 2 de agosto de 2025. Na ocasião, a Nacional reuniu 1.600 animais de 18 estados, 505 expositores e público de 180 mil pessoas em 15 dias de evento. A projeção dos organizadores era de 200 mil visitantes e mais de mil animais inscritos. Durante a exposição são movimentados milhões de reais em negócios.

Para 2026, a expectativa é manter o patamar de inscritos e de público, com julgamentos morfológicos, provas de marcha, competições esportivas, palestras técnicas e atrações para o público geral. A divulgação antecipada do calendário pela ABCCMM visa dar previsibilidade a criadores e competidores.

Gestão e visão institucional

A ABCCMM é presidida por Dario Colares de Araújo Moreira, eleito pela chapa “Juntos pelo Marchador”. Proprietário do Haras Catuni, de Montes Claros-MG, Dario assumiu com apoio da então presidente Cristiana Gutierrez. O vice-presidente é Gustavo Tavares de Barros Monteiro, do Haras Monteiro, em Pernambuco.

A entidade destaca que os eventos oficiais exercem papel estratégico no fortalecimento da criação, na movimentação da cadeia produtiva e na valorização da raça em nível nacional.

Bahia marca presença com tropa competitiva

A delegação baiana é presença constante na Gameleira. Criadores do Oeste, Chapada Diamantina, Recôncavo e região de Feira de Santana investem em genética de marcha picada e marcha batida, segmentos em que o estado se destacou nas últimas edições.

Entre os haras que representam a Bahia estão:

Alegram, ARJ, Bandeirantes, Beira Rio, Caraíbas, do Boca, DN, E.A.O, Engenho do Poço, Guariroba, HD, Itaparica, Itapoan, Lago Negro, Louise, Padrão, Picadão, Porteira Azul, Sucupira, Tandy, Timbó e tantos outros.

Núcleo Baiano comanda articulação e Camarote da Bahia

O Núcleo Baiano dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ACCMMB) é peça-chave na mobilização do estado. Presidido por Bernardo Rogério de Rezende, o Núcleo articula a participação dos criadores baianos, organiza etapas regionais e coordena a logística para a Nacional.

Mais uma vez, a diretoria do Núcleo Baiano comandará o tradicional Camarote da Bahia no Parque da Gameleira. O espaço se consolidou como ponto de encontro de criadores, investidores, autoridades e amigos da raça durante a semana da Nacional, referência em hospitalidade e fechamento de negócios para a tropa baiana.

“Nosso foco é colocar animais de pista e de leilão. A Nacional é a vitrine. Um título aqui valoriza a tropa inteira e abre mercado no Brasil todo”, afirma um criador baiano que prepara seis animais para julgamento e outros quatro para comercialização de genética.

A Bahia é o 5º estado em número de associados da ABCCMM e tem núcleos ativos em Salvador, Vitória da Conquista e Luís Eduardo Magalhães, que realizam classificatórias para a Nacional.

O que move a Nacional

  1. Avaliação técnica: Julgamentos de morfologia e marcha definem rumos do melhoramento genético. As Copas de Marcha credenciam animais para BH.
  2. Negócios: Leilões oficiais, shoppings de genética, estandes de nutrição, selaria e veículos devem movimentar cerca de R$ 50 milhões em vendas diretas e prospecções.
  3. Esporte e funcionalidade: Provas de team penning, três tambores, marcha de resistência e cavalgadas temáticas mostram a versatilidade da raça.
  4. Cadeia produtiva: Veterinários, treinadores, tratadores, transporte e hotelaria de BH têm pico de demanda. A montagem no Parque da Gameleira gera mais de 800 empregos temporários.

Fotos: Divulgação/ Núcleo Baiano