O deputado estadual Bobô (PCdoB) afirmou que a Festa dos Vaqueiros de Curaçá evidenciou o contraste entre “o vaqueiro do povo e o vaqueiro de ocasião”. Segundo ele, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues participou da celebração com naturalidade, integrado ao povo e à tradição sertaneja, ACM Neto transformou o evento em vitrine política, tentando vestir uma identidade que não se constrói por conveniência eleitoral.
Para Bobô, a diferença aparece na forma de ocupar o espaço. “Jerônimo surge à vontade, reconhecendo a cultura do sertão por dentro, sem transformar a festa em encenação. Já ACM Neto, cercado por aliados e câmeras, teria usado a celebração como cenário de pré-campanha, buscando vender uma proximidade que, na avaliação do parlamentar, não se conquista por fotografias”.
O deputado ressalta que a Festa dos Vaqueiros, patrimônio cultural imaterial da Bahia, representa fé, memória, trabalho e identidade do povo sertanejo. Por isso, considera inadequado transformar uma manifestação dessa grandeza em instrumento de marketing político.
Bobô afirma que presença em eventos não substitui compromisso com políticas públicas para estradas, água, produção rural, saúde, educação, emprego e infraestrutura. “O sertão precisa de compromisso permanente, não de visitas em época de disputa política”, sustenta.
Na avaliação do parlamentar, é dessa lógica que nasce o “vaqueiro de ocasião”: aquele que descobre a força simbólica do sertão quando precisa parecer popular. Em contraste, conclui, Jerônimo dialoga com o interior por meio da presença e das ações do governo, sem disputar espaço com a cultura popular, mas fazendo parte dela.

