João Roma cita atuação nas enchentes da Bahia e critica “perseguição política” do PT a adversários

O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o que classificou como “perseguição política” do governo do PT a prefeitos e lideranças que fazem oposição ao grupo que comanda o Estado. Durante agenda em Teixeira de Freitas, na noite desta sexta-feira (31), Roma defendeu que os recursos públicos sejam destinados aos municípios sem distinção partidária.

Ao abordar o tema, o ex-ministro da Cidadania citou a atuação do governo federal durante as fortes enchentes que atingiram o sul e o extremo sul da Bahia. Segundo Roma, mais de cem municípios baianos que decretaram situação de emergência receberam recursos, independentemente do partido dos prefeitos.

“Mais de cem municípios entraram em estado de emergência. Todos receberam recursos do governo federal. Eu passei aqui no meio da chuva, debaixo d’água, passei três dias com a mesma roupa, e ninguém foi perguntar qual era o partido político do prefeito”, afirmou durante encontro de lideranças na cidade.

Roma comparou a atuação daquele período com a postura que atribui ao atual governo estadual. Para ele, os prefeitos não podem ser obrigados a aderir politicamente ao grupo governista para terem acesso a obras, investimentos e serviços que são direitos da população.

“Diferente de hoje, quando, para receber qualquer coisa do governo, o prefeito tem que fazer juras de amor, se rastejar e se humilhar para receber um benefício que o governo deveria oferecer por obrigação”, criticou.

O candidato ao Senado afirmou que um eventual governo de ACM Neto (União Brasil) terá como princípio o atendimento a todos os municípios, sem interromper obras ou investimentos por divergências políticas.

“ACM Neto já disse que não vai parar obra para perseguir ninguém, porque sabe que vai governar para todos os baianos”, declarou Roma.

O ex-ministro também destacou sua atuação à frente do Ministério da Cidadania e rebateu críticas feitas, à época, sobre o futuro dos programas sociais. Roma citou a ampliação do valor do Bolsa Família como uma das principais medidas adotadas durante sua gestão.

“Diferente das calúnias, quando disseram que eu acabaria com o Bolsa Família, nós conseguimos triplicar o benefício, garantindo o valor mínimo de R$ 600”, disse.

Para Roma, a população baiana precisa comparar os discursos dos governos petistas com os resultados apresentados ao longo das últimas duas décadas.

“Eles, do PT, dizem que querem ajudar os mais pobres, mas estão há 20 anos na Bahia fazendo promessa e propaganda, sem melhorar de verdade a vida do povo baiano”, concluiu.