O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) criticou neste sábado (8), durante encontro com lideranças políticas em Nazaré, as promessas do governo Jerônimo Rodrigues (PT) relacionadas à Ponte Salvador-Itaparica e à fila da regulação. Neto afirmou que, apesar dos anúncios feitos ao longo dos últimos anos, a ponte ainda não saiu do papel e pacientes continuam enfrentando dificuldades para conseguir atendimento na rede pública de saúde.
Durante o discurso, Neto lembrou que o projeto da Ponte Salvador-Itaparica é anunciado há anos pelo grupo que governa a Bahia e ironizou a ausência de avanços concretos na execução da obra. O encontro contou com a participação de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais, além do candidato a vice-governador Zé Cocá (PP), do senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) e do candidato ao Senado João Roma (PL).
“Eles diziam que ela seria entregue em 2013. Alguém aqui já viu uma, uma só, estaca batida da ponte? E eles ainda tiveram coragem de levar o presidente da República pra tirar uma foto e fazer um vídeo e anunciar que a obra tinha começado. Não tem obra nenhuma. Passaram esse tempo todo enganando as pessoas”, afirmou.
Neto também criticou os recursos que, segundo ele, já foram empregados em projetos e divulgação relacionados à ponte sem que a construção tenha efetivamente avançado. “Eles deviam ter vergonha de já ter colocado R$ 900 milhões em projetos e propaganda da ponte que não existe”, declarou.
Fila da regulação
Na área da saúde, ACM Neto voltou a cobrar o governador Jerônimo Rodrigues pela promessa de zerar a fila da regulação, compromisso declarado pelo petista durante a campanha eleitoral de 2022.
“Há quatro anos, Jerônimo prometeu zerar a fila da regulação. E o que mais me impressiona é que ele chega agora, e a entrevista que ele disse isso foi essa semana. Ele disse em uma entrevista o seguinte: ‘Ó, quem tem problema na Bahia, quem precisa de um atendimento de urgência e emergência, não espera na fila, é atendido em até 24 horas’. Que absurdo”, disse.
O candidato afirmou ainda que a situação atinge principalmente as famílias que dependem exclusivamente da rede pública e não possuem condições financeiras de recorrer ao atendimento particular.
“O mais absurdo é que ele não é capaz de se colocar no lugar para sentir a dor e o sofrimento, a angústia de quem não pode pagar um médico particular ou de saúde e que precisa esperar na fila da regulação, que ele disse que ia zerar e ela só piorou”, afirmou.

