Mostra de Artes Visuais MARJE celebra o lançamento da terceira edição no Sertão do São Francisco

Exposição reunirá sete artistas convidados e um artista local homenageado, além das mesas temáticas “Diálogos Circulares”, minicursos e apresentações musicais

Entre 25 de setembro e 25 de novembro de 2026, estudantes, artistas, curadores, agentes culturais e comunidades do Vale do São Francisco poderão prestigiar a terceira edição da Mostra de Artes Visuais MARJE, que ocupará a biblioteca, salas e auditório do Departamento de Ciências e Tecnologias (DTCS), Campus III da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro (BA).

Com a curadoria temática “Cosmovivenciar”, a exposição propõe uma reflexão sobre as relações entre indivíduos e meio ambiente, tendo como horizonte a diversidade das culturas afro-pindorâmicas e dos modos de vida tradicionais. A mostra busca aproximar diferentes experiências, saberes e formas de perceber e habitar o mundo, criando um espaço de encontro entre arte, território, memória e contemporaneidade.

A programação reúne sete artistas convidados e um artista local homenageado, além de mesas temáticas intituladas “Diálogos Circulares”, minicursos e apresentações musicais, ampliando a experiência da exposição para além do espaço expositivo e estimulando a troca entre artistas, pesquisadores, estudantes, agentes culturais e comunidade. 

O projeto responde à demanda por formação complementar e experiências práticas em Artes Visuais no território, somando-se aos esforços de incentivo e fortalecimento da cena artística já desenvolvidos pelos cursos de graduação em Artes Visuais – Licenciatura e Bacharelado da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e pelas ações da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) voltadas às Artes Visuais no Vale do São Francisco.

Ao atuar na difusão, circulação, formação e valorização das Artes Visuais no Sertão do São Francisco, a MARJE contribui para ampliar o acesso, a inclusão e o incentivo às artes visuais no território, diante dos desafios de um mundo pós-pandemia e das atualizações ferozes das Inteligências Artificiais (IAs). Esse cenário demanda novas reflexões sobre arte, tecnologia, sustentabilidade e seus possíveis desdobramentos, considerando as transformações nas formas de criar, perceber, compartilhar e experienciar a arte na contemporaneidade. 

Nesse movimento, a mostra estabelece um diálogo com os desafios contemporâneos, os saberes locais e os agentes culturais da região, fortalecendo a presença das Artes Visuais como campo de criação, reflexão, experimentação e transformação social.

De acordo com a curadora e diretora executiva da MARJE, Alessandra Paes, o projeto contribui para o fortalecimento das Artes Visuais no interior por meio de ações de formação e renovação de público, atraindo visitantes diversos para sua programação e promovendo o diálogo entre os agentes culturais do segmento na região. “Cientes da potencialidade das criações em Artes Visuais do interior, é importante incentivar o equilíbrio entre valor artístico, curatorial e experimental, com viabilidade sustentável e relevância cultural, para participar dos circuitos das Artes Visuais na Bahia, no Brasil e em outros países”, revela.

A programação contará com a participação dos artistas visuais Alex Moreira, Cássio Viana, Luiz Pereira, Cenildo Silva, Alan Alves, Diana Dandara e Cora Acor. O artista homenageado desta edição será Antônio Assis Coelho (Coelhão). A mostra reunirá ainda estudantes da área, representantes de espaços culturais, Pontos de Cultura, galerias de arte, apreciadores, colecionadores, decoradores, arquitetos, jornalistas especializados e outros convidados. A proposta é mobilizar diferentes dimensões da pesquisa, da experimentação e do desenvolvimento da cena das Artes Visuais no Sertão do São Francisco.

Nesta terceira edição, a MARJE propõe enaltecer a rede de criação das Artes Visuais no território como agentes de transformação social, partindo da compreensão de que conhecer os modos de existir no mundo também implica refletir sobre os modos de fazer artístico, as possibilidades criativas, as poéticas, os materiais e as linguagens. Tendo como referências pensadores como Antônio Bispo dos Santos (Nego Bispo), Tiganá Santana, Yampara Huarachi, Ailton Krenak e Davi Kopenawa, a MARJE lança mão do conceito “Cosmovivenciar” como verbo e convocação à ação, propondo o reconhecimento das dinâmicas que atravessam nosso envolvimento com o todo e uma reflexão sobre os diferentes modos de existir no mundo. 

A terceira edição da MARJE também amplia seu compromisso com a formação de público e a democratização do acesso à arte. A exposição contará com mediação cultural em todos os turnos e material educativo com conteúdos e atividades práticas, aproximando especialmente o público escolar das obras e dos processos artísticos. A programação incorpora ainda recursos de acessibilidade espacial, comunicacional e atitudinal, incluindo piso tátil, audiodescrição, legendas, rampa de acesso, banheiros adaptados, assentos reservados e intérprete de Libras, reafirmando a proposta de uma mostra aberta à diversidade de públicos e às diferentes formas de experimentar a arte.

♿ Evento Acessível: Contamos com rampa de acesso, banheiros adaptados, assentos reservados e intérprete de Libras. Para outras necessidades de assistência, entre em contato pelo e-mail: apaes@marje.art.br

Informações sobre a abertura:
25 de setembro, 19h
Auditório DTCS – UNEB Campus III
Avenida Dr. Edgard Chastinet Guimarães, s/n, bairro São Geraldo – Juazeiro – BA

Visitação:
28 de setembro a 25 de novembro de 2026
Segunda a sexta, 8h – 20h
Biblioteca – UNEB Campus III
Entrada gratuita. Classificação indicativa Livre.

Travessia em Curso

Criada em 2024 por três estudantes de Artes Visuais da UNIVASF, a MARJE nasceu como uma iniciativa espontânea, com a curadoria “Travessias”, reunindo mais de 200 pessoas em sua abertura e centenas de visitantes ao longo da temporada. A primeira edição também deu origem ao MARJE LAB, com dois ciclos formativos.

Em 2025, já como Mostra de Artes Visuais, a MARJE integrou a programação do Aldeia do Velho Chico, a convite do Sesc Petrolina. Com o conceito “Local Interior”, reuniu 10 artistas e ampliou seu alcance junto ao público regional.

Em 2026, a MARJE chega à sua terceira edição, dando continuidade a uma trajetória de encontros, formação, experimentação e valorização da criação artística no Sertão do São Francisco. Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.