O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta terça-feira (15), durante sabatina na Rádio Metrópole FM, em Salvador, que o grupo político que governa a Bahia há duas décadas já esgotou o que tinha a oferecer ao estado. Ao defender uma mudança no comando do governo baiano, Roma resumiu a avaliação com uma expressão popular: “Essa bananeira já deu cacho”.
“O que eles tinham para apresentar já apresentaram”, declarou. Para Roma, além do desgaste provocado pelo longo período no poder, o atual grupo passou a reproduzir práticas políticas que seus próprios integrantes criticavam no passado.
“O mesmo pessoal que criticava, inclusive, políticas do ‘toma lá, dá cá’ no passado, falando do coronelismo e por aí vai, implantou o coronelismo 2.0 no estado da Bahia”, afirmou.
Roma criticou especialmente a relação do governo estadual com os prefeitos e disse que cobranças políticas acabam se sobrepondo às necessidades dos municípios. “É uma política muito baixa, que não convém para o mundo da tecnologia, para o mundo da inteligência artificial, de novos horizontes de transformação das relações sociais”, disse.
Ao tratar da influência da máquina pública nas eleições, o candidato defendeu mudanças nas regras de reeleição e criticou a antecipação cada vez maior das disputas eleitorais. “É óbvio que a máquina interfere”, afirmou.
Segundo Roma, o modelo atual contribui para transformar o processo eleitoral em algo permanente. “Não dá para a gente ter uma vida permanente de utilização da máquina e de processo eleitoral de dois em dois anos”, disse. Ele acrescentou que a atual disputa começou “há mais de um ano”, com compromissos e demandas políticas sendo articulados muito antes do período oficial de campanha.
Ao falar sobre a campanha, Roma afirmou que a eleição deve ser uma oportunidade para apresentar propostas e se aproximar da população. Ele disse estar satisfeito com as agendas pelo estado ao lado de ACM Neto e Angelo Coronel e afirmou perceber, nas ruas, um movimento crescente em favor da mudança.
“A gente está vendo o desejo de mudança claro nas pessoas. Esse desejo de mudança vai além, inclusive, de bandeiras partidárias. As pessoas sabem que a Bahia não vai bem, por isso que as pessoas querem mudar”, declarou.

