Apuração parcial em países da Ásia e da Oceania aponta 69,18% dos votos válidos para o candidato do PL, contra 30,82% do presidente; desempenho expressivo no Japão impulsiona vantagem da oposição
Os primeiros resultados parciais da votação dos brasileiros residentes no exterior, neste domingo (25), apontam vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026.
De acordo com levantamento divulgado pelo portal Metrópoles, com base em boletins de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio contabilizava 32.862 votos, equivalentes a 69,18% dos votos válidos apurados, enquanto Lula somava 14.637 votos, correspondentes a 30,82%.
A diferença parcial era de 18.225 votos favoráveis ao candidato do PL, considerando 47.499 votos válidos registrados em 11 países da Ásia e da Oceania.
Japão impulsiona vantagem de Flávio
O principal destaque da apuração parcial foi o Japão, onde Flávio Bolsonaro conquistou 28.538 votos, equivalentes a 80,08% dos votos válidos, contra 7.098 votos de Lula, que alcançou 19,92%.
O resultado representa uma diferença superior a 21 mil votos e evidencia a preferência majoritária do eleitorado brasileiro residente naquele país pelo candidato da oposição.
Na comparação com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio ampliou sua votação no Japão de 24.601 para 28.538 votos. Lula também cresceu, passando de 5.234 para 7.098 votos.
Lula vence na Austrália, China e Nova Zelândia
Apesar da vantagem de Flávio no conjunto dos países contabilizados, Lula conquistou resultados favoráveis em importantes localidades.
Na Austrália, o presidente recebeu 6.017 votos, equivalentes a 63,46%, enquanto Flávio obteve 3.465 votos, ou 36,54%.
Na Nova Zelândia, Lula alcançou 418 votos, representando 80,54%, contra 101 votos de Flávio, que ficou com 19,46%.
O petista também venceu na China, com 502 votos contra 267, e na Coreia do Sul, onde registrou 148 votos diante dos 82 destinados ao candidato do PL.
Flávio, por sua vez, conquistou a maioria dos votos nas Filipinas, Malásia, Tailândia e Taiwan, além do Japão.
Resultado parcial exige cautela
Embora os primeiros números sejam favoráveis a Flávio Bolsonaro, a apuração representa apenas uma parcela do eleitorado brasileiro residente no exterior.
Segundo o TSE, aproximadamente 918,8 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país, distribuídos por 186 cidades de 134 países.
Entre os locais cujos resultados ainda não estavam disponíveis no levantamento, destacam-se Estados Unidos e Portugal, que concentram expressivos contingentes de eleitores brasileiros e poderão alterar significativamente o panorama da votação internacional.
Vantagem inicial aumenta expectativa sobre resultado nacional
A liderança parcial de Flávio Bolsonaro no exterior acrescenta um novo elemento ao cenário de expectativa que marca este segundo turno presidencial.
Os números conhecidos até o momento demonstram um desempenho expressivo do candidato do PL, especialmente no Japão, enquanto Lula mantém vantagem em outros países.
Entretanto, a distribuição geográfica dos votos revela comportamentos eleitorais distintos, refletindo a polarização observada também no território brasileiro.
Embora os resultados parciais sejam favoráveis à oposição, ainda não permitem antecipar o vencedor da eleição presidencial. A votação internacional representa uma pequena parcela do eleitorado nacional, e a totalização dos votos dependerá da apuração conduzida pela Justiça Eleitoral.
A definição de quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos dependerá do resultado consolidado das urnas, cuja divulgação está prevista para começar após as 17h deste domingo, horário de Brasília.
Até lá, a vantagem parcial de Flávio Bolsonaro no exterior representa um dado relevante da disputa, mas não uma indicação definitiva do resultado nacional.
Fabiano Bastos | Bahia sem Fronteiras
