O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, voltou a criticar a segurança pública na Bahia e afirmou que o estado registrou mais mortes do que a guerra entre Rússia e Ucrânia nos últimos quatro anos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, ACM Neto comparou os números de assassinatos na Bahia com os dados de civis mortos no conflito europeu. “Eu quero te fazer uma pergunta. Qual desses números você acha que é de uma guerra? E qual você acha que é da Bahia? A resposta assusta”, declarou.
Mais de 15 mil civis morreram em quatro anos da guerra entre Rússia e Ucrânia, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A Bahia registrou mais de 19 mil assassinatos entre 2022 e 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública. O número do Estado, contudo, deve ser ainda maior, visto que os números de 2025 ainda não foram divulgados pelo Anuário.
“Repito: em apenas quatro anos, a Bahia registrou mais mortes do que uma guerra que choca o mundo inteiro. Isso não é normal pra ninguém. Só pro governador Jerônimo Rodrigues”, afirmou.
ACM Neto também criticou declarações recentes do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, sobre a situação da segurança pública no estado. “Depois de tudo isso, ouvir o governador dizer que a Bahia é um estado de paz mostra o quanto ele está distante da realidade que o povo vive todos os dias”, disse.
O líder oposicionista afirmou ainda que o avanço das facções criminosas e a insegurança enfrentada pela população seriam consequência da falta de enfrentamento do problema pelo governo estadual.
“Enquanto o governador continuar fechando os olhos pra essa guerra que tomou conta da Bahia, as facções vão continuar avançando, os policiais vão continuar trabalhando no limite e a população vai continuar vivendo com medo”, declarou.
Neto concluiu afirmando que o combate à violência passa pelo reconhecimento da gravidade do cenário vivido no estado. “Todo mundo sabe que enfrentar a violência não é simples. Mas o primeiro passo para enfrentar essa guerra é parar de fingir que ela não existe”, concluiu.

