Bacelar tem parecer aprovado na CCJC para criação da Rota Turística do Cangaço

Trecho conta importantes aspectos da história de Lampião e seu grupo, concentrando-se em pontos turísticos entre Alagoas e Sergipe

O deputado federal Bacelar (PV-BA) teve aprovado, nesta terça-feira (28), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) , o parecer ao Projeto de Lei nº 1.513/2024, de autoria do deputado Nitinho (PSD-SE), que cria a Rota Turística do Cangaço no litoral de Sergipe e Alagoas. A proposta parte do reconhecimento de que o Nordeste guarda uma ligação profunda com a história do cangaço, movimento que marcou a formação cultural da região e segue presente na memória popular, na pesquisa acadêmica e nas manifestações culturais.

O projeto também ressalta o potencial turístico do percurso, que refaz trajetos históricos ligados a Lampião e Maria Bonita, integrando paisagens naturais do rio São Francisco a pontos simbólicos como a Grota de Angicos, com impacto direto no desenvolvimento econômico e social dos municípios envolvidos.

Durante a análise, Bacelar enfatizou a necessidade de ampliar o alcance da iniciativa, defendendo a inclusão do município baiano de Paulo Afonso na rota. “O município de Paulo Afonso tem uma ligação direta com essa trajetória, é terra de Maria Bonita e já desenvolve um turismo forte em torno dessa memória. Incluir o município na rota é fazer justiça histórica e reconhecer a importância desse legado para o nosso povo”, afirmou.

O roteiro combina turismo histórico, cultural e ecológico, incluindo navegação pelo “Velho Chico”, trilhas na caatinga e visitas guiadas que recontam episódios do cangaço e da vida de personagens como Lampião e Maria Bonita.

“Recontar a história do Brasil também é uma forma de fortalecermos a nossa identidade. Iniciativas como a Rota do Cangaço permitem revisitar esse capítulo sob novas perspectivas, valorizando não apenas os personagens, mas o contexto social, cultural e econômico em que ele ocorreu. É uma oportunidade de transformar a memória em conhecimento, preservação e desenvolvimento para as regiões envolvidas”, finalizou o relator.