Uma pesquisa Genial/Quaest revela que cerca de 27% dos eleitores brasileiros não se identificam como antipetistas nem antibolsonaristas, formando um grupo considerado “não polarizado”. Esse segmento é formado principalmente por pessoas de menor renda e que se dizem independentes politicamente. Em geral, não rejeitam nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o senador Flávio Bolsonaro, e tendem a decidir o voto com base em temas concretos, como economia, emprego, custo de vida e impostos, em vez de alinhamento ideológico. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo analistas do estudo, esse eleitorado é altamente sensível à conjuntura econômica e à percepção de resultados de governo, o que o torna volátil e disputado pelas campanhas. A avaliação de desempenho pode mudar rapidamente, o que significa que qualquer oscilação na economia ou na imagem dos candidatos pode influenciar suas escolhas. Hoje, há uma leve inclinação desse grupo em direção a Lula em alguns recortes, como na avaliação de governo, mas essa vantagem é considerada instável.
Depoimentos coletados pela pesquisa mostram eleitores que alternaram votos entre Lula e Bolsonaro ou que ainda estão indecisos, buscando alternativas fora da polarização no primeiro turno. Muitos afirmam acompanhar propostas de ambos os lados antes de decidir, especialmente em temas como trabalho, renda e políticas sociais. O grupo é visto como estratégico nas eleições, já que representa mais de um quarto do eleitorado e pode ser decisivo em um cenário ainda muito dividido no país.
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