O candidato ao governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) deu mais detalhes neste sábado (25) sobre o programa Pix Saúde, que pretende criar para agilizar o atendimento a pacientes que aguardam na fila da regulação. Em entrevista à imprensa na chegada a Jaguaquara para a edição do programa ‘Sua Voz É Nossa Voz’, Neto disse que a iniciativa pioneira será uma alternativa para casos de urgência quando não houver vagas disponíveis na rede pública ou na rede filantrópica conveniada ao SUS.
“A nossa prioridade será internar o paciente na rede pública ou na rede filantrópica, que seja parceira da rede pública, mas quando não houver vaga e o paciente tenha uma necessidade urgente e esteja na fila esperando, sim, nós vamos buscar vaga na rede particular e ajudar o paciente a custear o seu tratamento no hospital particular através do Pix Saúde, que é uma iniciativa pioneira, um projeto que a gente vai apresentar ao longo do debate eleitoral como uma solução para ajudar a resolver o problema da saúde e a fazer a fila andar”, afirmou.
Ao defender a proposta, ACM Neto lembrou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não cumpriu a promessa feita em 2022 de zerar a fila da regulação. Ao contrário, a realidade enfrentada pelos baianos na gestão do petista revela o agravamento da crise na assistência estadual de saúde. Conforme revelou uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o tempo médio de espera por atendimento na fila da regulação aumentou 213% durante o governo Jerônimo.
“Há quatro anos, Jerônimo prometeu zerar a fila da regulação e o que a gente está vendo hoje é, infelizmente, as famílias angustiadas, sofrendo porque não conseguem uma consulta, um exame, um internamento hospitalar. E não vai ser com as mesmas soluções de sempre que a gente vai resolver esse problema, a gente vai ter que agir com criatividade, e é aí onde entra o Pix Saúde”, reforçou.
De acordo com ACM Neto, o objetivo é impedir que pacientes de baixa renda permaneçam aguardando atendimento em casos graves por falta de vagas no sistema público. “Se for preciso, nós vamos comprar vaga e vamos ajudar a pagar o tratamento particular para o paciente pobre que não tem dinheiro para pagar o médico, que não tem dinheiro para custear um plano de saúde e que não pode ficar na fila esperando para morrer”, declarou.

