Em Santo Antônio de Jesus, ACM Neto celebra crescimento da campanha e diz que Jerônimo vive uma “realidade paralela”

O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou neste domingo (23), em Santo Antônio de Jesus, que sua campanha vem ganhando força com novas adesões em diferentes regiões da Bahia. Segundo ele, lideranças que estavam no campo adversário estão se juntando ao seu projeto. Neto também fez críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que o petista vive em uma “realidade paralela” ao tratar de problemas da fila da regulação e da insegurança no estado.

“A campanha, graças a Deus, cresce a cada dia. A gente está com muita confiança. Lembro que a última vez que estive aqui em Santo Antônio foi no São João, quando ainda estávamos na pré-campanha, e a cada dia vamos percebendo novas adesões, mais gente se juntando, mais gente deixando o lado do adversário e vindo para cá, confiando e acreditando na construção dessa vitória”, afirmou.

Nos últimos dias, por exemplo, o ex-prefeito de Salvador recebeu o apoio da prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD), e do ex-prefeito de Itabela, Luciano Francisqueto (Republicanos).

Neto participou em Santo Antônio de Jesus do lançamento da candidatura de Ditinho Lemos (União Brasil) a deputado federal. O ato contou com a presença do prefeito Genival Deolino (PSDB), do deputado estadual Paulo Câmara (PL) e dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além de diversas lideranças políticas locais e regionais.

Em entrevista à imprensa local, o candidato da coligação Unidos Para Mudar a Bahia também voltou a criticar a condução do governo estadual nas áreas de saúde e segurança. Para o candidato, existe uma distância entre as declarações de Jerônimo e a situação enfrentada pela população.

“Quando a gente ouve o governador, parece que ele está vivendo uma realidade paralela, que é a realidade do discurso e da propaganda dele. A gente tem recebido mães e pais de crianças e jovens, famílias trazendo a sua dor, o seu luto, porque perderam pessoas na espera por um internamento hospitalar, por uma vaga num hospital. E o governador insiste em dizer que ninguém espera na Bahia”, declarou.

“Eu quero ser governador não é para ficar no discurso bonito ou na promessa. Eu quero ser governador para o governador ser parte da solução. Tenho certeza que, com a mudança de postura do Governo do Estado, a gente vai conseguir enfrentar o problema da falta de segurança na Bahia e vai devolver, sim, a paz e a tranquilidade ao baiano que hoje vive com medo”, acrescentou.

Ponte Salvador-Itaparica

Questionado também sobre a Ponte Salvador-Itaparica, Neto afirmou que considera o projeto importante para o desenvolvimento da Bahia e que pretende buscar sua execução caso seja eleito. No entanto, voltou a classificar como uma “caixa-preta” a condução do projeto pelos governos do PT.

“A ponte é um projeto que todos nós desejamos. É um projeto importante para a Bahia. Então, a prioridade seria tentar tirar do papel a ponte. Agora, existe uma caixa-preta. E a maior prova disso é que, ao longo do tempo, esse projeto foi se tornando cada vez mais caro, foi tendo questionamentos do Tribunal de Contas do Estado. Se Deus me permitir ser governador, nós vamos abrir essa caixa-preta de maneira transparente, prestando contas ao cidadão baiano”, disse.

Para Neto, a condução do projeto ao longo dos governos de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues foi marcada por promessas que não se concretizaram. “A primeira providência que eu tomarei ainda no período de transição, portanto ainda este ano, caso eu tenha a oportunidade de ser governador, é chamar todos os envolvidos, colocar os órgãos de controle sentados na mesma mesa, agir com transparência e mostrar aos baianos o que há por trás de tudo isso e o que há dentro dessa caixa-preta”, frisou.