O Governo do Estado discutiu, nesta quinta-feira (21), o avanço das ações voltadas à contratação de mão de obra local para as obras da Ponte Salvador–Itaparica. Com participação das secretarias estaduais de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica (SVPonte), do SineBahia e da Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, a agenda teve como foco a ampliação das estratégias de qualificação profissional e inclusão produtiva das comunidades diretamente impactadas pelo projeto.
A prioridade das contratações tem sido direcionada às populações locais e povos tradicionais, considerando critérios sociais e territoriais. Entre os públicos contemplados estão pescadores, marisqueiras, povos tradicionais, comunidades de religiões de matriz africana e moradores dos municípios de Maragogipe, Itaparica, Vera Cruz e cidades vizinhas.
Durante a reunião, foram debatidas novas propostas e apresentadas iniciativas já em andamento para fortalecer a capacitação dessas comunidades, como a oferta de cursos profissionalizantes e a criação de um banco de talentos territorializado, desenvolvido em parceria com colônias de pescadores, associações comunitárias e prefeituras da região.
Para o chefe de gabinete da SVPonte, Pedro Dórea, o compromisso com o desenvolvimento social das comunidades locais é um dos principais legados do projeto para a Bahia. “A Ponte Salvador-Itaparica é um empreendimento histórico e transformador para o nosso estado. Além da parceria estratégica com especialistas responsáveis pela execução de uma obra dessa magnitude e da atuação integrada dos órgãos envolvidos, existe um olhar atento para os impactos sociais e territoriais do projeto. É motivo de orgulho construir um processo que valoriza e capacita a mão de obra local, garantindo que os benefícios dessa iniciativa alcancem diretamente a população baiana”, destacou.
Anfitrião da reunião, o chefe de gabinete da Sepromi, Richard Santos, ressaltou o papel central da secretaria no desenho desse fluxo de inclusão. “A Sepromi atua como uma ponte de diálogo essencial para garantir que os povos e comunidades tradicionais não fiquem à margem desse grande investimento. Nosso papel na coordenação desse comitê é assegurar que o processo de seleção e os cursos de capacitação respeitem as especificidades culturais e territoriais de pescadores, marisqueiras, comunidades de matriz africana, povos de terreiro e outros. Não se trata apenas de gerar emprego, mas de promover justiça social e reparação histórica por meio da inclusão produtiva real dessas populações”, afirmou Santos.
Vagas ofertadas
Através da Setre, estão sendo ofertadas 1.400 vagas distribuídas em 100 turmas de formação profissional direcionadas a trabalhadores e trabalhadoras que poderão atuar diretamente em atividades ligadas ao Sistema Viário da Ponte Salvador–Itaparica. A iniciativa integra a política do Governo do Estado de antecipar a capacitação da população, garantindo que os postos de trabalho criados pelo empreendimento sejam ocupados prioritariamente por baianos e baianas.
As vagas terão prioridade para povos e comunidades tradicionais, assegurando inclusão produtiva e acesso às oportunidades geradas pela obra. A ação reforça o compromisso do Governo do Estado em associar desenvolvimento econômico à geração de trabalho digno e redução das desigualdades sociais.
As inscrições serão anunciadas entre o final de junho e o início de julho. A qualificação integra o conjunto de ações estratégicas voltadas ao êxito da Ponte Salvador–Itaparica, projeto estruturante que promete impulsionar a mobilidade, o desenvolvimento regional e a integração econômica da Bahia.
Fotos: Filipe Barbosa/Sepromi

