Especialista traz alerta sobre hábito do som alto

Comum no dia a dia dos baianos, principalmente nas academias e paredões, fones de ouvido e som alto já respondem por perdas auditivas no estado

O alto volume dos fones de ouvido e os paredões de som são modinhas por todo o país e na Bahia não é diferente. No entanto, o hábito, seja ele no dia a dia da academia, ou no encontro com os amigos, durante os finais de semana, deixam marcas nem sempre percebidas: os problemas auditivos. Por isso, neste 3 de março, quando se celebra o Dia Mundial da Audição, especialistas alertam para os riscos da ação rotineira, para os baianos.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), houve um aumento de 18%, somente no período pós-carnaval, entre fevereiro e março de 2025, no número de atendimentos relacionados à perda auditiva temporária ou zumbido, nos postos de saúde.

Segundo especialistas, a exposição prolongada ao som alto, seja nos fones ou nas festas de rua, causa lesões nas células do ouvido interno, que com o tempo podem se tornar irreversíveis.

Médico otorrinolaringologista, PhD pela USP e professor da Afya Educação Médica Salvador, Felipe Carvalho Leão, alerta que “sons intensos podem lesar estruturas muito delicadas da orelha interna, onde ficam as células responsáveis por transformar o som em sinais para o cérebro, e essas células não se regeneram quando são danificadas. Além da perda auditiva permanente, podem aparecer zumbido e um incômodo exagerado com os sons do dia a dia”.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), somente em 2025 foram registrados mais de 2.400 atendimentos de pacientes com sintomas auditivos relacionados à exposição sonora intensa, número 12% superior a 2024. Já entre as notificações em torno das perdas auditivas registradas no ano passado, 14% delas possuem relação com a exposição a ruídos altos, sendo os jovens, com idade entre 15 e 29 anos, os mais vulneráveis.

“Se já usou fone por muito tempo, dê descanso ao ouvido antes de se expor na academia, festa ou trânsito, e leve a sério os alertas de volume alto do celular, que existem justamente para reduzir risco. Por fim, use dois testes rápidos: se você não consegue ouvir alguém falando perto de você, ou se as pessoas ao redor escutam sua música, o volume está alto demais; e se aparecer zumbido ou sensação de ouvido abafado depois do uso, isso é um aviso claro de sobrecarga e o volume deve ser reduzido imediatamente”, alerta o especialista.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

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