Secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, Éden Valadares, criticou Flávio Bolsonaro por fugir do Brasil para os Estados Unidos após ser derrotado nas eleições presidenciais para o presidente Lula e a poucos meses de perder seu foro privilegiado, com o fim do mandato de senador. Para Éden, o bolsonarista demonstra o temor de ser preso devido aos diversos crimes de corrupção dos quais é suspeito.
“Todo valentão é um covarde. Quanto mais brada, quanto mais grita, mais covarde ele é. De manhã, Flávio disse que não ia reconhecer as eleições e convocou seus seguidores a ir para as ruas. À tarde, isolado pelo próprio partido, mudou o discurso e disse que ia liderar a oposição e que não desistiria do Brasil. À noite, na calada da noite, fugiu do país. Não aguentou 24h sequer”, disse Éden.
Ao criticar a fuga, o dirigente do PT afirmou que o candidato derrotado repete o comportamento do seu irmão Eduardo Bolsonaro, foragido nos EUA, e do pai, Jair Bolsonaro, que tentou sair do país após prisão domiciliar. “Flávio segue o roteiro do irmão foragido e do pai que tentou quebrar a tornozeleira e pegou o caminho da fuga. Deixa para trás quem votou nele, quem acreditou neles. Mas nunca foi sobre o Brasil. Nunca foi sobre ser de direita ou ser conservador. Sempre foi sobre os interesses da própria família. Não tem compromisso com o país, não tem amor pelo Brasil; tem apenas projeto de poder, tem apenas a intenção de cobrir seus crimes, se safar da justiça”.
O secretário reforçou que, ao deixar o Brasil para não responder à Justiça, Flávio Bolsonaro dá mais uma grande demonstração de desprezo pelos seus eleitores, pelo seu partido, pelos seus apoiadores e também pelo Congresso Nacional, já que ainda possui mandato de senador da República. “Não importam seus apoiadores, não importam seus seguidores, a bancada no Senado, na Câmara… Não importa nada”.
Éden alertou sobre a narrativa de perseguição que será adotada pela extrema direita para tentar enganar sua bolha e esconder o verdadeiro motivo da fuga: o envolvimento do senador do PL com crimes de lavagem de dinheiro, remessa ilegal de dinheiro para o exterior, corrupção passiva e ativa em esquemas com Daniel Vorcaro e o advogado Willer Tomaz, no caso de desvios de dinheiro dos aposentados e pensionistas do INSS. “E, apesar do discurso que o seu Nikolas e outros enganadores vão falar, Flávio não está fugindo de perseguição alguma. Foi candidato e perdeu na urna. Mas, depois da derrota, ele lembrou que é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro — investigação instaurada por André Mendonça. Ele lembrou que está todo enrolado no escândalo do Banco Master e nas bets de Willer Thomaz. Ele lembrou da ilha de Richarlison, das milícias, da rachadinha”.
Ao concluir, Éden reforçou que o candidato derrotado foge por medo, por temer a sua prisão por envolvimento em todos esses crimes. “Flávio foge da justiça. Foge da polícia. Foge da verdade. E deixa para trás quem acreditou nas suas mentiras. Larga a mão de quem caminhou ao seu lado. Dá um tapa na cara de quem foi para a rua defender a mudança. Flávio queria ser presidente para não ser preso. Fugiu para não ser preso. Mas que sua fuga sirva para tirar da prisão da mentira quem acreditou nele. O Brasil tem presidente, tem Constituição, tem lei, tem governo. Que tenha oposição de verdade, e não uma família fugindo da justiça”.
