Jerônimo defende Wagner em Barreiras e diz que oposição tenta atingir Lula pela Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT), neste sábado (27), em Barreiras, antes da plenária do Programa de Governo Participativo (PGP). Em entrevista à imprensa, Jerônimo relacionou a emoção que demonstrou em agenda recente tanto à entrega do serviço de radioterapia no Hospital do Oeste quanto ao que classificou como uma injustiça contra o senador.

“Depois do que aconteceu nesses últimos tempos com o senador Jaques Wagner, é o primeiro ato público que ele vem com a gente”, afirmou Jerônimo. “Foi emoção naquela hora”, disse o governador.

Para Jerônimo, os ataques a Wagner fazem parte de uma estratégia maior, voltada a desgastar o presidente Lula. “Na verdade, querem pegar Lula primeiro. Usam a gente o tempo inteiro pra bater no Lula. Depois, pegam uma pessoa que é um patrimônio nosso”, afirmou. Em defesa da trajetória do senador, completou: “Você nunca ouviu em 20 anos dizer que ele era desonesto”.

O governador demonstrou confiança na resposta de Wagner e fez questão de reforçar que conta com o senador na construção política do grupo na Bahia. “A gente quer que Wagner continue firme e forte, faça sua defesa e possa ajudar a gente a continuar governando o Brasil e a Bahia”, afirmou.

Aos adversários, Jerônimo respondeu com o que considera sua melhor arma: o trabalho. “Eu vou usar meu tempo para mostrar o que nós fazemos”, disse ao comentar críticas da oposição. Na sequência, listou estradas, hospitais, escolas de tempo integral e o novo serviço de radioterapia como marcas de sua gestão.

O governador também comparou estilo de governar ao da política do passado feita pela oposição, lembrando que mantém o diálogo institucional aberto inclusive com prefeitos de partidos adversários, como mostrou a agenda em Barreiras.

“Ontem vocês me viram sentar com o prefeito de Barreiras. Dessa forma que nós tiramos a Bahia do atraso e da mão do chicote”, falou. “No tempo do avô, o prefeito que não sentava na mesa e não abaixava a cabeça, era retirado. Nós não aprendemos a fazer essa política. Nossa política é a política do bem”, completou o governador.