O presidente do PL Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, criticou a postura dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) diante da crise que afeta a cacauicultura no sul da Bahia. A declaração foi feita durante encontro realizado em Ipiaú para discutir os impactos da crise sobre produtores rurais da região.
O evento reuniu lideranças políticas e representantes de 35 municípios, além de produtores rurais e entidades ligadas ao setor agrícola. A reunião teve como objetivo debater os desafios enfrentados pela cadeia produtiva do cacau e cobrar soluções para os problemas que atingem a atividade.
Durante o encontro, João Roma afirmou que a crise enfrentada pelos produtores não é recente e criticou o que classificou como falta de prioridade dos governos petistas para o setor agrícola. “Infelizmente, nunca houve boa vontade dos governos do PT em apoiar de verdade os produtores rurais da Bahia. O que estamos vendo hoje é o resultado de anos de descaso com uma atividade que é fundamental para a economia do sul do estado. O que vemos é muita perversidade do PT com quem produz”, afirmou.
Segundo ele, os produtores enfrentam dificuldades cada vez maiores para manter a produção, sem contar com políticas públicas efetivas para apoiar o setor. Roma ressaltou que o produtor se sente abandonado.
“O produtor está sufocado. Falta acesso ao crédito, faltam políticas de incentivo e não existe sequer uma iniciativa consistente para discutir o perdão ou a renegociação das dívidas acumuladas pelos produtores. É uma situação que exige urgência, mas o que se vê é inércia”, declarou.
Roma também destacou que a cacauicultura tem importância histórica e econômica para a região, sendo responsável por milhares de empregos diretos e indiretos. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que sustenta muitas famílias e movimenta a economia de dezenas de municípios. Não é aceitável que um setor com essa relevância seja tratado com tanto desinteresse pelo governo”, disse.
O ex-ministro afirmou ainda que o debate promovido em Ipiaú foi importante para dar visibilidade ao problema e reunir lideranças comprometidas com a defesa do setor. “O que vimos aqui foi um encontro de produtores e lideranças preocupados com o futuro da região cacaueira. É preciso que o governo deixe de ignorar essa realidade e passe a tratar o tema com a seriedade que ele exige”, concluiu.

