O ex-prefeito de Amargosa e pré-candidato a deputado estadual pelo PT, Júlio Pinheiro, criticou, nesta quinta-feira (21), o que considera uma “manobra eleitoral vexatória” dos deputados do partido do pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, para enganar os trabalhadores e a população. Após assinarem, por unanimidade, a emenda para adiar a redução da escala 6×1 por 10 anos, os parlamentares aliados do ex-prefeito de Salvador retiraram as assinaturas somente por causa da repercussão negativa que a votação teve em todo o país, reforçou o pré-candidato a deputado estadual.
“A turma de ACM Neto sabe que sustentar uma posição favorável aos empresários e contra a qualidade de vida, a saúde e a dignidade do trabalhador após repercussão tão negativa seria um desastre na tentativa de renovar seus mandatos em pleno ano eleitoral. A agenda contra o fim da escala 6×1 é uma agenda do presidente Lula sobre justiça social e que ganhou todo o Brasil. Mais de 70% da população apoia a proposta e quer mais tempo de qualidade, tempo com a família, para os estudos e o lazer”, afirmou o ex-prefeito de Amargosa.
Júlio reforçou que a mudança dos deputados do União Brasil se deu somente por uma questão de cálculo eleitoral. Primeiro, todos os parlamentares votaram para adiar a redução da jornada trabalhista por 10 anos para, na sequência, recuar após a pressão da opinião pública. “Não foi peso na consciência, muito menos zelo com a qualidade de vida do trabalhador. Foi manobra eleitoreira por medo de perder a eleição. Uma manobra, inclusive, vexatória porque fica evidente a falta de compromisso social e a busca somente por um projeto de poder”, concluiu o pré-candidato e ex-secretário da Presidência da República.


