Junho Laranja alerta para os riscos de anemia na Bahia 

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e chama a atenção para a falciformia, tipo de anemia com alta incidência no Estado

Em meio a rotinas marcadas por jornadas intensas, noites mal dormidas e excessos de compromissos, é comum que muitas pessoas considerem o cansaço como algo normal. No entanto, especialistas da Afya Salvador e da Afya Guanambi alertam que uma fadiga persistente, acompanhada de indisposição frequente, falta de concentração, tontura ou palidez pode ser sinal de anemia. A Campanha Junho Laranja é dedicada à conscientização da importância da realização regular de exames para o diagnóstico precoce da doença que acomete 30% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Considerado um dos maiores problemas da saúde pública do planeta, a anemia se apresenta por dezenas de tipos diferentes, sendo a causada por deficiência de ferro a mais comum, com 90% dos casos (OMS). No entanto, é comum que seus sintomas sejam confundidos com estresse, excesso de trabalho ou desgaste emocional.

Para Mayara Silva, professora da Afya Salvador e médica da família, o diagnóstico é feito por um hemograma de rotina, que permite investigação e tratamento antes do agravamento dos sintomas: “Cansaço persistente, fraqueza, falta de disposição, sonolência excessiva, tontura, dificuldade de concentração, falta de ar e palidez são sintomas de anemia. Associado a isso também temos sudorese excessiva, palpitações, feridinhas no canto da boca, unhas quebradiças, cabelos secos, opacos. No caso específico das mulheres, quando os ciclos menstruais são muito prolongados ou há um grande fluxo, esses também são sinais de alerta para investigação de uma anemia, o que pode ser descoberta através de um exame simples, de sangue, que nos indica se os níveis de hemoglobina estão reduzidos”, explica a especialista da Afya, maior ecossistema de educação em saúde do país, e que na Bahia está presente com cursos de graduação em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna e Guanambi, além da Afya Educação Médica, em Salvador e Vitória da Conquista.

Na Bahia, a anemia falciforme chama a atenção pelos inúmeros casos registrados e que colocam o Estado no topo do ranking nacional. A doença possui grande incidência na população negra, chegando a atingir cerca de 8% da população nacional. 

Segundo o professor da Afya Guanambi e bioquímico, Robenildo Roney, a anemia falciforme é uma doença genética e hereditária, que altera a forma das hemácias, dificultando a circulação do sangue e o transporte adequado de oxigênio pelo organismo: “Entre as principais complicações da doença estão as crises de dor intensa, anemia crônica, maior risco de infecções, problemas pulmonares, AVC e danos a órgãos como rins, fígado e coração. Além disso, algumas pessoas podem apresentar atraso no crescimento e feridas de difícil cicatrização”. 

Dados da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador apontam que a cada 650 bebês nascidos na capital baiana, um nasce com a doença falciforme. Já no Estado, foram registradas 17.598 internações relacionadas a transtornos falciformes entre 2015 e 2023. O Censo da Doença Falciforme na Bahia, atualizado em maio de 2025, identificou 1.144 pacientes cadastrados em 246 municípios.

Para o professor Robenildo, o Teste do Pezinho desempenha um papel essencial na detecção precoce da anemia falciforme, uma vez que permite identificar a doença nos primeiros dias de vida, antes do aparecimento das manifestações clínicas. Como parte do programa de triagem neonatal, esse exame possibilita o encaminhamento imediato da criança para acompanhamento especializado.

Segundo o biomédico, o diagnóstico precoce favorece a implementação de medidas preventivas e terapêuticas, como a profilaxia contra infecções, a atualização do calendário vacinal, o monitoramento contínuo da saúde da criança e a orientação adequada aos familiares. Essas intervenções contribuem significativamente para a redução da morbimortalidade associada à doença. “Além disso, a identificação da anemia falciforme nos primeiros meses de vida está diretamente relacionada a um melhor prognóstico, pois reduz o risco de complicações graves, como infecções severas, crises vaso-oclusivas e danos a órgãos”, afirma ao lembrar que o diagnóstico precoce é um dos principais fatores para promover maior expectativa de vida e melhor qualidade de vida aos pacientes.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

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