“Morreu Maria Preá”, diz Samuel Junior ao comentar saída de Wagner da liderança do governo como forma de pôr panos quentes ao escândalo Master

O deputado estadual Samuel Junior (PL) comentou, durante pronunciamento, a saída de Jaques Wagner (PT) da liderança do governo do presidente Lula no Senado, em meio à repercussão da investigação envolvendo o caso Banco Master. 

Para o parlamentar baiano, a mudança representa uma tentativa de reduzir o desgaste político causado por mais um episódio que, segundo ele, levanta questionamentos sobre a atuação de integrantes do governo federal.

Ao abordar o tema, Samuel utilizou um conhecido ditado popular do Nordeste, “morreu Maria Preá”, para fazer um paralelo com a situação política nacional.

“Dizem que essa expressão nasceu quando um padre começou a se relacionar com uma mulher, chamada Maria Preá, e foi flagrado por um sacristão que começou a chantageá-lo. Cansado da perseguição, o padre descobre que ele também estava cometendo pecados e assim, após a conversa, decidem pôr um fim na história. Foi assim que aconteceu em Brasília”, comentou.

Segundo o deputado, diferentemente da narrativa que deu origem ao ditado popular, o escândalo permanece cercado de questionamentos e precisa continuar sendo debatido pelas instituições competentes e pela sociedade.

Na avaliação de Samuel, mudanças em cargos de liderança não encerram as discussões sobre os fatos investigados e tampouco afastam a necessidade de esclarecimentos.

“Ambos vão continuar roubando o Brasil, desviando verba, tendo dólar, euro, até doação de relógios no meio. É filho, nora, genro, todos envolvidos no mesmo pecado, e o povo continua sendo enganado. Quem sabe um dia a gente bote um ponto final e podermos dizer: ‘morreu Maria Preá’”, completou.