Projeto Mulheres que Inspiram – Conexões que Curam reúne seis especialistas para discutir menopausa, saúde cardiovascular e mental, direitos, autoestima e a relação da mulher com os espaços em que vive
A capital baiana recebe, nesta quarta-feira (23), a partir das 9h, o encontro Mulheres que Inspiram – Conexões que Curam, que reunirá seis especialistas para uma manhã de conversas sobre saúde, bem-estar, autocuidado e questões que atravessam a vida das mulheres, com atenção especial à maturidade. A programação integra as ações do Setembro Amarelo e será realizada na sede da AABB Salvador.
“Existe uma geração inteira de mulheres que foi educada para colocar as necessidades da família antes das próprias. Isso aparece nos relatos de culpa ao dedicar tempo ou recursos a si mesmas, na desconexão com o próprio corpo e no cansaço acumulado depois de anos assumindo diferentes responsabilidades”, afirma Alice Lacerda.
Idealizado pela psicoterapeuta Alice Lacerda, vice-presidente administrativa da AABB Salvador, o projeto propõe uma abordagem multidisciplinar. Participam a cardiologista Eline Lôbo, a ortodontista Alessandra Mattos, a advogada Luciana Marques, a arquiteta Tâmara Passos, a ginecologista Rosa Araújo e a psicóloga Flávia Nunes.
Com o eixo “A mente que sustenta todas as outras”, a programação inclui palestra de Eline Lôbo e uma roda de conversa com as seis especialistas. Entre os temas estão saúde cardiovascular e mudanças hormonais, climatério e menopausa, saúde mental, direitos da mulher, autoestima e a influência dos espaços de moradia no acolhimento e na qualidade de vida.
Saúde da mulher depois dos 50
Um dos destaques do encontro será a saúde cardiovascular durante e após a menopausa. Segundo a cardiologista Eline Lôbo, as alterações hormonais desse período exigem atenção aos fatores de risco, mesmo quando a mulher não apresenta sintomas.
“Até a menopausa, o estrogênio ajuda a manter os vasos mais flexíveis, o colesterol em padrão mais favorável e a pressão mais estável. Quando ele cai, esse efeito protetor vai junto. Por isso, a mulher aos 50 precisa de um olhar cardiovascular que ela não precisava aos 35, mesmo sem sintoma”, explica.
A médica também chama atenção para sinais que podem ser subestimados, como cansaço desproporcional, falta de ar aos pequenos esforços, náusea, suor frio e dores na mandíbula, nas costas ou na região do estômago. Segundo Eline, sintomas novos, especialmente associados ao esforço ou à piora progressiva, merecem avaliação.
Autocuidado para além das redes sociais
Para Alice Lacerda, um dos objetivos do projeto é criar um espaço presencial de informação e troca, sem transformar conteúdos de internet em substitutos do acompanhamento especializado.
“O conteúdo pode funcionar como um despertar, ajudar a mulher a perceber que não está sozinha e estimular a reflexão. Mas, quando existe sofrimento persistente, sintomas de depressão, ansiedade incapacitante, angústia crônica ou dificuldade para processar um luto, é necessário buscar acompanhamento profissional”, afirma.
Além das atividades de saúde e bem-estar, o encontro terá uma ação solidária. Os participantes poderão contribuir com um litro de leite ou um quilo de alimento não perecível. As doações serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social.
SERVIÇO
O quê: Mulheres que Inspiram – Conexões que Curam
Quando: 23/09
Hora: 9h às 11h30
Onde: AABB Salvador – rua Deputado Paulo Jackson, 869, Piatã
Programação: palestra com Eline Lôbo e roda de conversa com seis especialistas
Ação solidária: arrecadação de 1 litro de leite ou 1 kg de alimento não perecível
Idealização: Alice Lacerda
Organização: Lumina Psicologia e Gestão de Pessoas e Resultados

