Por Anderson Santos*
Tem dias em que a política fala mais alto do que qualquer discurso. Foi o que aconteceu quando o Congresso Nacional barrou a tentativa do governo Lula de aumentar o IOF — um imposto que afeta diretamente o bolso de quem mais sofre: o povo trabalhador.
A proposta era simples, mas cruel: elevar a alíquota do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, que incide sobre empréstimos, financiamentos e seguros. Mais um peso nas costas de quem já carrega o país nas costas. Mas dessa vez, o Congresso não aceitou calado.
Foi um sinal forte. Um recado claro: o governo não pode tudo. E mais — não pode seguir errando e achando que a população vai continuar pagando essa conta.
Essa derrota expôs uma ferida aberta no Palácio do Planalto: a fragilidade da articulação política de Lula. Um presidente que já ocupou esse cargo três vezes, mas que agora demonstra estar distante das bases, sem controle, sem força, sem rumo.
Enquanto o governo tentava passar mais um aumento de imposto, os partidos de centro-direita mostraram maturidade e responsabilidade. Liderados por nomes como Hugo Motta, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, além de partidos como União Progressistas, essa ala política mostrou que sabe dizer “não” quando o povo está em jogo.
Foi uma vitória do bom senso. Uma vitória da democracia. Uma vitória do Brasil real.
E não se engane: o impacto dessa derrota vai muito além do plenário. Ela ecoa nas ruas, nas redes sociais, nas rodas de conversa. Mostra um governo que não escuta, que força decisões impopulares, e que agora precisa lidar com as consequências.
As eleições de 2026 estão logo ali, no horizonte. E esse episódio entra para o histórico de um governo que começa a acumular mais desgastes do que conquistas. O povo está de olho. O Congresso está atento. E a oposição, cada vez mais forte e articulada. Porque quando um governo tenta taxar ainda mais quem não aguenta mais ser taxado, o que ele perde não é só uma votação. Ele perde o respeito. E pode perder muito mais em 2026!
*Anderson Santos, pedagogo e pensador político

