Por Anderson Santos*
Uma análise atenta sobre os rumos da disputa pelo governo da Bahia revela o papel decisivo que o legislativo municipal desempenha na consolidação de uma candidatura majoritária.
Historicamente, analistas apontam que o maior desafio da oposição é a sua capacidade de interiorização de seu capital político, para além da RMS e das Grandes cidades, enquanto o grupo governista usa a máquina pública para pulverizar sua influência pelo interior.
Diante desse cenário, a estratégia de ACM Neto ao realizar o grande encontro de vereadores no dia 01 de julho foi um movimento tático de altíssimo impacto. Ao reunir lideranças de diversos municípios na capital, Neto atacou diretamente a principal vulnerabilidade da oposição: a necessidade de uma maior interiorização do seu projeto de mudança.
Os vereadores representam o termômetro real das cidades. São eles que lidam diretamente com o cidadão nos distritos e bairros mais distantes, conhecendo de perto as carências da saúde, o medo da insegurança e o anseio por novas oportunidades. Quando uma candidatura majoritária consegue atrair, ouvir e engajar esse exército de linha de frente, ela passa a contar com defensores autênticos em cada canto do território baiano.
A escolha da data foi o grande diferencial dessa jogada política. Realizar o evento na véspera do 2 de Julho, momento de máxima efervescência cívica e política onde lideranças de todo o estado naturalmente se deslocam para Salvador, otimizou a mobilização e transformou o encontro em uma demonstração de força incontestável. Em vez de uma reunião isolada de gabinete, o ato gerou um fato político marcante, projetando uma oposição unida, motivada e pronta para o embate.
Com essa articulação primorosa, ACM Neto demonstra que o projeto de renovação na Bahia não aceita barreiras e está presente nos quatro cantos do estado. Valorizar os representantes locais é o verdadeiro caminho para consolidar uma rede de lideranças sintonizada com a realidade das cidades.
Toda a Bahia observa de perto esses movimentos, que sinalizam que a verdadeira força de uma campanha de mudança se constrói de baixo para cima, conectando os cidadãos ao futuro do nosso estado.
*Anderson Santos, pedagogo e pensador político

