Outono aumenta risco de doenças respiratórias em crianças e idosos

Coordenadora da pós-graduação em pneumologia da Afya Educação Médica Salvador alerta para prevenção

A chegada do outono, marcada por temperaturas mais amenas, menor umidade do ar e maior circulação de vírus respiratórios, costuma trazer um aumento significativo nos casos de gripes, resfriados, alergias e infecções pulmonares. Nesse contexto, a médica pneumologista e coordenadora da pós pneumologia da Afya Educação Médica Salvador, Maria Cecília Maiorano, lembra que a mudança de estação pode agravar problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos, grupos considerados mais vulneráveis.

“No outono, mesmo em uma cidade quente como Salvador, ocorrem mudanças importantes que impactam a saúde respiratória, pois há uma leve queda de temperatura, aumento da umidade e maior circulação de vírus respiratórios na população. A umidade mais alta favorece a permanência de partículas virais no ambiente, enquanto as variações de temperatura podem reduzir a eficiência das defesas naturais das vias aéreas. Ou seja, não é necessário frio intenso para haver aumento de doenças respiratórias, pois pequenas mudanças climáticas já são suficientes para impactar esse cenário e essas variações já contribuem para o aumento das infecções respiratórias”, explica.

No Brasil, o impacto dessas doenças é expressivo. De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde registra mais de 600 mil internações por pneumonia e influenza todos os anos, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Já a Secretaria do Estado da Bahia (SESAB) calcula que, em 2025, foram registrados 12.924 casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG), com 486 óbitos associados. A influenza respondeu por cerca de 14% dos casos de SRAG e 18,7% dos óbitos no período.

“A Síndrome Respiratória Aguda Grave representa uma piora importante de um quadro respiratório e exige atenção imediata. Os principais sinais de alerta incluem falta de ar, respiração rápida ou difícil, esforço para respirar, como o uso da musculatura do pescoço ou o afundamento das costelas, além de queda da oxigenação, sonolência excessiva ou confusão mental e coloração arroxeada nos lábios ou extremidades. Em crianças, também é importante observar recusa alimentar, prostração e irritabilidade. A presença de qualquer um desses sinais indica necessidade de avaliação médica urgente. Quando a respiração muda, o quadro deixa de ser simples e passa a ser potencialmente grave”, afirma a coordenadora da pós-graduação em pneumologia da Afya Educação Médica.

Dados do DataSUS indicam que mais de 66 mil crianças menores de um ano foram hospitalizadas por síndrome respiratória aguda grave em 2024, evidenciando o peso dessas infecções na saúde infantil.

Outro fator de preocupação é que sintomas aparentemente leves podem evoluir rapidamente em pacientes mais vulneráveis. Crianças pequenas ainda possuem sistema imunológico em desenvolvimento, enquanto idosos frequentemente apresentam doenças crônicas que aumentam o risco de complicações respiratórias.

Para Maria Cecília Maiorano, “a prevenção das doenças respiratórias depende de medidas simples e eficazes, como manter a vacinação atualizada, especialmente contra a gripe, higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e pouco ventilados e manter os espaços bem arejados. Também é importante evitar contato próximo com pessoas doentes, manter boa hidratação e evitar exposição à fumaça de cigarro. Essas medidas reduzem a transmissão de vírus e ajudam a proteger principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Lembrar de sempre usar máscara se estiver com algum sintoma respiratório ou se for frequentar ambiente pouco ventilado ou aglomerado. Na saúde respiratória, pequenas atitudes no dia a dia fazem uma grande diferença, conclui a especialista.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.

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