Pesquisa da Unijorge sobre café e turismo de experiência na Chapada Diamantina será apresentada em fórum em Portugal

Estudo do Programa de Iniciação Científica da instituição foi selecionado para apresentação no International Forum on Management

O estudo “Café com Identidade: Como a Indicação Geográfica pode promover o Turismo de Experiência na Chapada Diamantina”, desenvolvido pelo Programa de Iniciação Científica da Unijorge, foi aprovado para apresentação na 10ª edição do International Forum on Management, que será realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, na cidade de Faro, em Portugal. Organizado pela Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, o evento visa divulgar o conhecimento científico, o desenvolvimento de boas práticas organizacionais e a formulação de políticas públicas.

A pesquisa discute como a obtenção da Indicação Geográfica (IG), conduzida pela Aliança do Café da Chapada Diamantina, que reúne 62 produtores de café especial da região, funciona como uma ferramenta estratégica para construir um diferencial competitivo no mercado. O estudo também evidencia o potencial de um dos produtos mais promissores do agronegócio e do turismo baiano. A Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento concedido a produtos característicos de seu local de origem, conferindo reputação, valor intrínseco e identidade própria.

A produção acadêmica é dos alunos de graduação em Administração da instituição, Yasmin Martins e Breno Ferreira, bolsistas voluntários do Programa de Iniciação Científica, com orientação do coordenador do Núcleo de Gestão da Unijorge, Heitor Ferrari Marback. O estudo conta com a colaboração da Profa. Dra. Ilka Bianchini, do mestrado em Turismo do Instituto Federal de Sergipe, em uma parceria interinstitucional, que valoriza o relevante trabalho de pesquisa da professora com a Indicação Geográfica.

Segundo Marback, o café da Chapada Diamantina apresenta características sensoriais muito próprias, fruto da qualidade da terra, da água, do clima e da altitude do território.

“Nossa pesquisa buscou entender como essa identidade única, agora reconhecida e protegida por uma Indicação Geográfica, pode ser a base para o fortalecimento do turismo de experiência. A IG agrega valor e autenticidade ao produto, enquanto o turismo aproxima o consumidor da origem, gerando renda extra para os produtores e valorizando a cultura local”, diz.

Sobre os alunos, o coordenador observa que a aprovação em um fórum internacional, com a chancela de instituições como a Universidade do Algarve, a Universidade de Évora e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, é a coroação de um trabalho dedicado.

“Participar da Iniciação Científica permite que os alunos mergulhem em um tema atual e vejam, na prática, como a administração e o turismo podem gerar desenvolvimento sustentável. Ter um trabalho de pesquisa reconhecido em um evento que reúne investigadores e profissionais de diversos países é uma honra e uma prova da qualidade do ensino e da orientação que recebem.”

De acordo com o professor, a aprovação do artigo coloca a Unijorge no mapa da produção científica de ponta sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da Bahia e do Brasil. “Isso evidencia a importância de manter o compromisso da instituição com a pesquisa aplicada, a internacionalização e a formação de profissionais qualificados e conscientes do seu papel social”, finaliza.