O lançamento da Regata Internacional Mini Transat 2027 foi realizado nesta terça-feira (28), no auditório do Yacht Clube da Bahia, em Salvador. O evento, que marca o início das ações preparatórias para a chegada da competição à capital baiana, reuniu autoridades municipais e representantes da organização francesa da prova.
A Mini Transat é uma das competições mais tradicionais da vela oceânica e tem previsão de chegada a Salvador em outubro de 2027. A prova deve reunir cerca de 90 velejadores. A expectativa é de que mais de 400 pessoas, entre atletas, equipes, familiares e jornalistas, permaneçam na cidade durante o período da regata.
A regata conecta a Europa à América do Sul, em uma travessia que parte de La Rochelle, na França, com escala nas Ilhas Canárias, até chegar a Salvador.
De acordo com a Secretaria Municipal do Mar (Semar), o impacto econômico pode chegar a cerca de R$ 20 milhões, com reflexos em setores como hotelaria, gastronomia e serviços. A realização do evento também integra a estratégia de fortalecimento da chamada economia do mar na capital baiana.
Durante o lançamento, a titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, ressaltou o retorno da competição à cidade após mais de uma década e o potencial de impacto econômico e estrutural da regata. “Nós estamos orgulhosos por termos sido escolhidos como a cidade que vai recepcionar a Regata Internacional Mini Transat. A última vez que a regata esteve em Salvador foi em 2011. Participamos no ano passado desse processo seletivo e recebemos o comunicado de que fomos escolhidos, o que nos deixa muito felizes”, disse.
A realização da Mini Transat em Salvador recoloca a cidade no circuito internacional da vela oceânica e amplia a visibilidade da capital baiana no cenário esportivo e turístico. A expectativa é de que o evento funcione como base para novas iniciativas ligadas ao setor náutico nos próximos anos.
“É um grande ganho para Salvador. Em experiências anteriores, em média, geramos mais de 4 milhões de dólares em movimentação econômica. Ou seja, a economia é impactada diretamente. E como consequência desse movimento, há também desenvolvimento social, como o nosso prefeito Bruno Reis costuma destacar”, acrescentou a secretária.
Maria Eduarda também apontou os desafios e investimentos previstos para a estrutura náutica da cidade: “A economia do mar já é um pilar da matriz econômica de Salvador, representando hoje 2,8% do PIB municipal. Nosso grande desafio na Semar é ampliar esse percentual, gerando mais negócios, empregos e renda”.
De acordo com a secretária, a pasta trabalha para consolidar duas novas marinas, além de reformar píeres e atracadouros. “Especificamente para a regata, o Terminal Náutico passará por uma reforma para receber esses 90 barcos. Assim, a cidade ganha, a população ganha, e Salvador volta a se destacar no cenário internacional”, completou.
O presidente da organização da regata, Antoine Grau, afirmou que Salvador foi escolhida devido a experiências anteriores e características do percurso. “A escolha por Salvador se deve, sobretudo, ao fato do evento já ter sido realizado aqui entre 2000 e 2010. Na época, eu fazia parte da organização e sempre considerei esse roteiro fantástico, tanto pelo percurso quanto pelos pontos de parada até a chegada à cidade”, apontou o dirigente.
Grau também citou aspectos técnicos e simbólicos da regata: “A travessia inclui a passagem pela linha do Equador, que é um marco importante para os velejadores. Além disso, Salvador tem um peso e uma relevância internacional que cresceram nos últimos anos. Por tudo isso, fez total sentido escolher novamente a cidade como destino da regata”.
Em seu discurso durante o lançamento, a vice-prefeita Ana Paula Matos ressaltou o potencial da cidade no desenvolvimento da economia do mar e os desafios sociais ainda presentes. “Salvador é formada por pessoas talentosas e cheias de potencial, mas ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade social, que buscamos superar com a ampliação do acesso às políticas públicas. A economia do mar vem ganhando cada vez mais relevância no mundo, e Salvador tem todas as condições de avançar nesse campo. Temos a Baía de Todos-os-Santos, que é extraordinária, com excelente navegabilidade, além de um trade náutico apaixonado, que investe tempo e recursos para desenvolver esse setor”, afirmou a vice-prefeita.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, também mencionou os benefícios diretos da regata para o turismo e a economia local. “Estamos falando de uma injeção de aproximadamente R$ 20 milhões na economia local, o que demonstra, de forma muito concreta, a capacidade que o setor tem de movimentar a cidade. Esse fluxo impacta diretamente a geração de emprego e renda, beneficiando desde a rede hoteleira até pequenos empreendedores e trabalhadores informais”, disse o secretário.
Fotos: Valter Pontes / Secom PMS

