Os esforços da Prefeitura de Salvador, por meio da Defesa Civil de Salvador (Codesal), em mitigar os efeitos das mudanças climáticas como foco na segurança da população, principalmente entre os grupos que vivem em áreas de risco, evitando perdas de vidas, têm se materializado, entre outras ações, na consolidação do Centro de Monitoramento e Alerta e Alarme (Cemadec) e na conscientização das comunidades por meio de programas educativos, a exemplo da formação dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs).
A questão foi abordada pelo diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, em encontro realizado, hoje (29/05), na sede do órgão, com Malcolm Robinson Campbell, líder do programa Urban Pulse na Rede de Cidades Resilientes (Resilient Cities Network) e com o diretor de Resiliência da Secis, José Miguel Carneiro Pacheco. O Urban Pulse é um programa voltado a identificar como as cidades lidam com questões relativas à mudanças climáticas, saúde e equidade.
“O Cemadec, como unidade de monitoramento e alerta, juntamente com nossos programas educativos, se somam aos esforços de mitigar os efeitos climáticos que estão aumentando a frequência, a intensidade e a duração de eventos extremos, e que têm impactos diretos e indiretos, colocando em risco a saúde, os meios de subsistência e o bem-estar das comunidades, especialmente as mais vulneráveis”, afirmou Sosthenes Macêdo.
Diante das altas temperaturas, inundações, chuvas intensas, cerca de 200 cidades, inclusive Salvador, Hub de Resiliência certificada pela ONU, estão vivenciando e priorizando os esforços de resiliência climática. Entre estes esforços estão a ampliação de áreas verdes urbanas, intervenções na área de saúde, campanhas educativas e de engajamento comunitário, programação de mitigação do calor, entre outros.
“As mudanças climáticas estão fazendo com que as pessoas fiquem mais doentes, intensificando problemas como a dengue e a malária; a ideia dessa etapa é analisar o que a cidade vem fazendo e dali tirar algumas ações prioritárias para a gente afunilar de acordo com o impacto que pode ter para a cidade”, afirma Malcolm Robinson.
O diretor de Resiliência da Secis, José Miguel Carneiro Pacheco, afirmou que essa é uma oportunidade de consolidar novas políticas públicas. “Participar dessa iniciativa coloca Salvador no radar das soluções globais de resiliência urbana. Temos desafios complexos, mas também uma estratégia clara e capacidade técnica para liderar uma nova geração de investimentos públicos, que integrem adaptação climática, redução de riscos e equidade social”, ressaltou.

